Era uma vez uma menina que apenas queria ser feliz uma vez que fosse, que houvesse realmente alguém que gostasse dela, uma pessoa que lhe desse o devido valor, que cuida-se dela. Queria puder viver uma verdadeira história de amor.
Aos dezassete anos muda-se para outra terra, para iniciar mais uma fase da sua vida, vê-se obrigada a conhecer novas pessoas, o que para ela é muito bom, pois acaba de sair de uma relação, que realmente de relação nunca teve nada.
Esteve três anos apaixonada por uma pessoa, que nunca lhe deu o mínimo valor, trocou-a por uma miúda que simplesmente queria andar com ele só para a provocar. Um dia a menina decidiu que aquilo tinha que acabar, não podia continuar naquela angústia, tentando todos os dias parecer estar bem, quando não estava e assim no dia dos namorados pos fim naquela relação que nunca foi relação. Após alguns dias de ter deixado a sua terra, veio a saber que o rapazito por quem ainda era apaixonada (ou mesmo obcecada, pelo menos, hoje em dia põe essa hipótese) estava gravemente doente, o que a fez ter uma recaida e querer voltar a correr para os braços dele e mais uma vez foi iludida e gozada, finalmente acabou mesmo tudo e seguiu com a sua vida para frente.
Durante esse tempo, nessa nova terra, onde conheceu novas pessoas, conheceu alguém muito especial, (um rapaz), com quem criou algo novo e único, uma pessoa que como se costuma dizer parece que esteve sempre ali, desde que se nasceu. As coisas foram evoluindo aos poucos, falavam de tudo, de gajos de gajas, do que pensavam do futuro, do que pensavam do presente, de como viam o mundo, de como viam aquilo que os rodeavam, partilhavam sonhos, contavam tudo um ao outro. As pessoas começaram a vê-los como namorados e faziam questão de dizerem isso, por muito que dissessem que não tinham nada e que eram apenas bons amigos, ninguém acreditava, a verdade é que era assim que se viam...
Após algum tempo e com a relação que tinham, com a cumplicidade e tudo mais, deram o seu primeiro beijo, depois de muitas tentativas por parte do rapaz, por volta de seis a sete noites a dormir com ela e a tentar arrancar-lhe um beijo e ao som de uma musica adaptada por ele, (venham mais cinco beijokas que eu pago já). A menina ficou muito envergonhada sem saber o que dizer ou o que fazer e o rapaz disse-lhe que iria para sempre guardar com ele aquele beijo e a honra dela lhe ter permitido aquele beijo (o seu primeiro verdadeiro beijo). Passado alguns meses do beijo voltaram a estar junto e voltou a guerra para dar um novo beijo. a verdade é que estes dois meninos, passaram as fases todas juntos, não saltaram nenhuma parte, foram aos poucos e poucos, ele costumava-lhe dizer que ela tinha sido a unica com a qual ele passou as fases todos. O beijo, o deixar tocar, o entregar sem duvidas, o acreditar e por ai...
Um dia em Dezembro o rapaz declara-se e eles iniciam um pseudo namoro que dura 10 meses, com altos e baixos. E um dia entra outra pessoa e destrói tudo, destrói o sonho da menina, tudo em que ela acreditava desvanecesse. As lágrimas começam a ter vontade própria, a menina cai numa dor, sentiu-se trocada por uma pessoa que entrou sem se saber de onde vinha e que não descansou enquanto não teve aquilo que quis. O rapaz continuou-lhe a dizer que gostava dela, que ela era a prioridade e que era a pessoa com quem mais se orgulhava ter estado, mas a verdade é que a menina não conseguia acreditar e aceitar.
Hoje a menina está em prantos a tentar manter-se firme, a tentar esquecer uma pessoa incapaz de ser esquecida, pois trata-se do seu melhor amigo, foi com o seu melhor amigo que teve a relação que teve. Alguém que está a toda a hora com ela, que ela vê todos os dias, que a abraça, que lhe dá mimos, que lhe dá beijos, alguém que ela vê todos os dias agarrado ao telemóvel a mandar sms a outra... E ela chora... foge de toda gente quando as lágrimas começam a ameaçar cair, quando não quer que ninguém a veja a deslizar, mas está difícil para ela conseguir suportar toda essa dor. Chora durante a noite em silêncio, anseia por quem a agarre do fundo do posso e a traga até a tona da água e lhe diga que nunca a vai abandonar...
E essa menina sou eu.... A menina da Lágrima...
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